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Brasil

Dívidas batem recorde e engolem 30% da renda das famílias

Entenda quais são os vilões que estão comprometendo quase 30% das rendas das famílias.

Éder Luiz

Éder Luiz

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Apesar da economia aquecida, as famílias catarinenses e de todo o Brasil enfrentam um endividamento recorde neste início de ano, comprometendo quase 30% de suas rendas. O problema é impulsionado pela alta taxa básica de juros, que encarece o crédito, eleva o custo de vida e afunda os consumidores na inadimplência.

A gravidade do cenário é revelada pelos números do Banco Central. Do orçamento mensal das famílias, 10,4% são destinados apenas para pagar juros — o maior patamar em 20 anos —, enquanto 18,8% vão para a quitação do valor principal das dívidas. Esse peso financeiro fez com que o total de lares endividados chegasse a 80,2% em fevereiro, o maior nível registrado desde 2010.

Cartão de crédito é vilão

O principal vilão do bolso dos consumidores é o cartão de crédito. A inadimplência no crédito rotativo (quando a fatura não é paga de forma integral) atingiu 63,5% em janeiro. Em seguida, aparecem o cheque especial (16,5%) e o cartão parcelado (13%). Como reflexo, a taxa geral de calote no país saltou de 5,6% para 6,9% no período de um ano.

A raiz do aperto financeiro está no custo do crédito. Com a taxa Selic mantida em um patamar elevado, de 14,75% ao ano, qualquer operação se torna mais cara. Para a economista Juliana Inhasz, do Insper, o impacto é imediato. Desde as compras do dia a dia até o financiamento de um imóvel, pegar dinheiro emprestado custa mais, o que empurra a população de forma generalizada para o endividamento e a inadimplência.


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